domingo, 28 de fevereiro de 2010

Até quando?

Acabei de ler a notícia dos médicos que brigaram durante um parto e o bebê acabou morrendo asfixiado e comecei a pensar no que estava sentindo essa mãe nesse momento. Não que eu tenha noção da sua dor, acredito que hoje, eu não possa ter nem idéia. Mas refletindo, a gente começa a imaginar....um dia você descobre que está grávida(planejado ou não) e começa automaticamente a amar aquele ser que está crescendo dentro de você, aí vem todos aqueles processos...a primeira ultra onde escuta-se aquele coraçãozinho batendo, e logo depois a primeira mexida(o que te leva a esperar ansiosamente pela próxima), a ultra que vai revelar o sexo, a escolha do nome(o que por muitas vezes gera muita discussão), a compra do enxoval e o quartinho montado, com isso, você pensa: "Está tudo pronto, só à espera dele(a)." E assim, um belo dia, você sai rumo a maternidade, sem se importar com a dor que está sentindo, pq seu pensamento no momento é: "Ele(a) logo estará comigo, em meus braços!"
Na maternidade, tudo ocorre conforme o esperado. Mas na sala de parto, você percebe algo estranho e o momento que você tanto esperou, que pensava que fosse ser o mais emocionante da sua vida, se reverte para um completo inferno. Os médicos se agridem ali, na sala de cirurgia e você nada pode fazer, apenas rezar para que aquilo acabe. É, parece um pesadêlo, mas não é. Parece que não pode piorar, mas piora. Seu filho nasce morto, por asfixia.
E aí, não há o que ser feito.
Muitos choram, outros pedem desculpas, mas depois de um tempo entra aquela famosa frase em cena: "A vida continua". Sim, ela continua, (in)felizmente essa é a única certeza que temos. A minha única pergunta é a seguinte: Até quando será assim?

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