Muito bem, depois disso o tempo passou e eu fiquei impressionada em como eu tinha respondido aquela pergunta inesperada com tanta certeza, eu não tinha nem pensado sobre. O que eu não sabia era que eu cresci pensando nisso, esse medo na realidade assombrou o meu processo de formação. Muitos podem pensar: Nossa, nada haver...nunca morreu ninguém que ela amava muito. E eu respondo que realmente, mas quem disse que para perder alguém é preciso haja morte!
A vida é muito complexa, eu nasci em um momento difícil para meus familiares, fui cercada de carinho em toda minha infância...o que era para me tornar uma menina meiga, doce e apegada a todos eles, certo? Talvez.
Aquela menininha inocente foi crescendo, acreditando que família era realmente tudo o que temos, ela realmente acreditou que todos eram verdadeiros, pelo menos nos sentimentos. Depois de um tempo, aquela visão que ela tinha foi quebrando como um vidro no chão, presenciou muitas confusões, brigas, traições e de repente...cadê aquela menininha que tava ali? Isso, ninguém sabe mais, e muitos até hoje perguntam em como ela, meiga daquele jeito hoje se tornou um pouco rancorosa.
Eu acho que tenho uma resposta um pouco lógica para essa pergunta....Sabe, não é nada fácil ser pequena e ver brigas que você não entendia, e ter que entende-las sozinha....é complicado ver seus familiares sofrerem e você não poder fazer nada....e é muito, muito difícil compreender que te tiraram(e continuam tirando) muitos dos seus afetos por bens materiais.
É, é realmente bem complicado entender a cabeça de alguém que se considera banido de algo...eu posso dizer que depois de muito tentar compreender e não conseguir, agora tento ao menos não julgar.
Hoje, eu posso afirmar, depois de ter pensado MUITO: Que medo me dá de me envolver sentimentalmente com alguém, e, mais ainda, que pavor eu tenho de perder as pessoas que realmente me dão certeza do seu afeto.
Foi apenas um desabafo.
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