terça-feira, 27 de abril de 2010

Verdades pessoais.

Semana passada vi um filme, não me lembro o nome agora, mas que não desiste de lutar para conseguir provar que sua filha não morreu em um incêndio quando era bebê. Alguns anos depois a reencontra e vê que ela foi, de fato, sequestrada. E ontem, assistindo a um programa de tv, assisti a história de outra mãe, porém real, que perdeu a filha em um acidente e anos depois recebeu uma carta psicografada da mesma.
Na real, o que mais me chamou a atenção, é que nos dois casos houveram uma ou duas pessoas que questionaram a veracidade dos fatos. Essas tais pessoas, alegavam que com isso, as mães viviam presas ao passado, sofrendo e em um mundo imaginário. No primeiro caso, o do filme, isso pode até ter um fundo de verdade, o que vai depender muito da situação, pois muitas pessoas realmente preferem não acreditar que perderam alguém por achar que não suportariam tal dor.
Porém, no segundo caso, a carta não vem apenas como uma esperança de manter contato com a pessoa desencarnada, mas sim como um conforto, de saber que ela está bem e até como uma oportunidade de dizer um "até logo".
A dor da perda é algo que ainda não sabemos lidar, uns se fecham, outros se apegam a uma religião...ao trabalho, aos estudos. Na maioria das vezes só se consegue forças para seguir quando encontra-se algo no caminho que possa preencher o vazio que até o momento é a dor que ocupa.
É isso eu acredito que aconteça, depois de um tempo, acaba se achando um eixo de onde recomeçar tudo que estava parado, e isso não acontece porque já se "superou", mas sim porque a vida não para, e se voce parar ela passa por cima.



Procuremos não sofrer tanto com o desencarne, a vida é um ciclo, e volta e meia iremos nos encontrar novamente.

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